Se você está na faixa dos 20 aninhos ou mais vai entender bem do que estou falando. Grandes hits de sucesso, frenesi do público em busca das músicas dos seus ídolos favoritos, temas de novelas, Xou da Xuxa e musicais de outros grandes talentos dos anos 70 e 80. Se você passou por essa fase: sem celular com MP3, sem internet de banda larga, sem iPod Nano, vai entender do que estou falando.
Várias caixinhas de plástico empilhadas com cuidado num canto do armário da sala são como um raro tesouro de vida curta. Vire a fita do lado certo: sua música favorita pode estar gravada no lado B. Seria bom ter um Walkman que funcionasse com perfeição por que senão você poderia ficar horas com uma caneta esferográfica enrolando a fita que o equipamento “engoliu”. Muito prático e versátil se comparado com os discos de vinil. Eita nossa época…
The compact cassete – começaram a ser comercializadas pela Philips em 1963 como uma solução para gravação e reprodução de áudio frente aos já absolutos discos de vinil. A partir dele foram desenvolvidos equipamentos de reprodução portáteis que muito marcou a juventude da época. Não é muito difícil puxar pela memória cenas de filmes onde “rappers” americanos dançavam “break” e jogavam basquete com seus aparelhos de som no ombro. Apelidados de Boom Box, esses aparelhos se tornaram ícone da cultura urbana americana e foram se espalhando pelo mundo.
Quando a Sony então lançou o Walkman® em 1979 pode-se dizer que foi um grande estrondo para sociedade, uma vez que estava marcada uma revolução no conceito tecnológico de equipamentos a favor da individualidade e portabilidade que se estende até hoje. O primeiro modelo lançado no Japão era azul e prateado simples, com um par de fones de ouvido. Os modelos seguintes já tinham capacidade de gravação – sendo muito utilizado por jornalistas.
Enfim, com o desenvolvimento dos CD’s em 1982 pela própria Philips, iniciou-se o processo de desuso de vários tipos de mídia, entre eles o vinil e o disquete. Com maior capacidade de armazenamento, manuseio e qualidade técnica, o surgimento do CD varreu as fitas Audiocassete do mercado e se transformou na mais popular ferramenta de armazenamento de dados. Pra se ter noção, cada CD pode armazenar conteúdo equivalente a pelo menos 486 disquetes e as fitas K7 – nossas queridas – armazenavam no início cerca de 30 minutos de musica em cada um de seus lados.
Nos restou saudade apenas? Claro que não! Eis o motivo pelo qual somos designers: Nunca deixar a peteca cair – ou uma grande oportunidade de sucesso desaparecer, pois o que faz hoje uma grande idéia retrô acontecer é saber utilizar a forma e a estética já consagrada em harmonia com a tecnologia que se renova cada vez mais rapidamente.
Estas são apenas algumas idéias bárbaras de como você pode reciclar transformar fitas K7 em utensílios, aparelhos ou numa outra grande idéia. Se procurar num baú velho, na casa de uma tia meio estranha ou nas coisas de algum fã da Xuxa talvez você encontre muito material pra desenvolver um novo trabalho. Talvez elas ainda sirvam pra alguma coisa.































