De longe, parece uma fotografia ampliada. Mas não é. Andrew Myers, artista plástico nascido na Alemanha, passa horas planejando suas criações, feitas essencialmente com parafusos. Munido de uma parafusadeira, ele calcula quanto a pecinha deve ser incrustada no molde, criando um efeito tridimensional. O acabamento fica por conta da pintura.
Munido de uma caixa de som, uma câmera fotográfica, tinta à base de água e muita sensibilidade artística, o bioquímico Linden Gledhill realizou esta série de fotos, batizada de Water Figures.
Congelada no instante do clique, a tinta assume o aspecto plástico de pequenas esculturas coloridas, repletas de formas fluidas.
Para assinalar o Dia Mundial da Água em 22 de março, o Solidarités Internacional e sua agência BDDP Unlimited lançou uma campanha para promover a conscientização do flagelo da água não potável.
Hoje, estima-se que 3,6 milhões de pessoas, incluindo 1,5 milhões de crianças menores de 5 anos, morrem anualmente de doenças transmitidas por água não potável, tornando-se a principal causa mundial de morte.
Mas o público não está ciente disso e os líderes políticos não demonstram o que leva ao fim das mortes terríveis. A campanha convida os jornalistas para divulgar a consciência deste flagelo e apelo aos leitores a assinar uma petição que será entregue pessoalmente ao presidente francês durante o sexto Fórum Mundial da Água março 2012. Para evocar a ameaça silenciosa e invisível de água insalubre, a BDDP Unlimited optou por uma abordagem minimalista que seja visualmente atraente e surpreendente, com água e tinta nanquim exclusivamente. O spot mostra o poder da tinta para revelar o invisível.
O vídeo foi criado por BDDP Unlimited, produzido por Silêncio e dirigido por Clément Beauvais, um jovem diretor, ilustrador, músico e fotógrafo. Seus múltiplos talentos e domínio de diversas técnicas permitiu-lhe tanto criar os desenhos e quanto os efeitos. A campanha está sendo vista desde março na TV, no cinema, na Internet e na imprensa. Um site dedicado, votregouttedeau.org, vai recolher assinaturas para a petição.
Quem achou que a discussão sobre os domínios terminados em .xxx havia chegado ao fim com o aval dado pelo ICANN na semana passada está enganado. Recomendo que bata um papo com o pessoal do ministério de Tecnologia da Informação da Índia. A regra lá está cada vez mais clara: bloquear todos os sites com essa terminação.
A lei indiana, embora tirana, é bastante transparente sobre o que pode e o que não pode fazer. Assistir conteúdo pornográfico, por exemplo, é algo que a legislação permite. O problema está na distribuição de conteúdo pornográfico, que a mesma lei proíbe totalmente. Ver pode. Distribuir não pode.
Com isso, todas as empresas de entretenimento adulto que tinham algum interesse em usar domínio .xxx serão automaticamente bloqueadas, sem direito a adentrar num mercado potencial de 100 milhões de internautas.
A ideia do ICANN é o grupo responsável por domínios .xxx libere esse tipo de registro apenas para empresas que são ligadas à produção de conteúdo erótico. Em outras palavras, a Índia tem a certeza de que esse TLD só apresenta páginas proibidas pela lei, e logo pode bloquear todas elas sem qualquer dó.
Esse é só o começo. Além da Índia, podemos esperar que nações do Oriente Médio também realizem o bloqueio. E com isso, vai sobrar os já tradicionais .com e .net para sites adultos. Nesses casos, o governo indiano tem que investigar cada um dos sites antes de mandar bloquear.































